Por Que “Twenty-Five Twenty-One” É Mais Do Que Um Dorama de Amizade

Existem doramas que você assiste. E existem doramas que você vive. Twenty-Five Twenty-One pertence à segunda categoria — aquela que invade seu peito, ocupa espaço permanente entre suas memórias e se recusa a sair mesmo depois que os créditos sobem pela última vez. É o tipo de história que faz você olhar para trás, para os seus próprios dezoito, vinte e um, vinte e cinco anos, e sentir uma pontada aguda de nostalgia misturada com gratidão por ter sido jovem, por ter sonhado, por ter amado quando ainda não sabia que amar poderia doer tanto.

Lançado em fevereiro de 2022 na tvN e posteriormente disponibilizado na Netflix, este drama de 16 episódios dirigido por Jung Ji-hyun e estrelado por Kim Tae-ri e Nam Joo-hyuk se tornou fenômeno instantâneo. Conquistou recordes de audiência, dominou rankings de popularidade por semanas consecutivas, e dividiu a internet de forma que poucos doramas conseguem — não porque fosse ruim, mas porque ousou ser honesto demais sobre como os primeiros amores raramente duram, mas sempre nos transformam.

O Diário Esquecido que Conta uma Juventude Inteira

A estrutura narrativa de Twenty-Five Twenty-One é, por si só, uma obra-prima de construção emocional. Estamos em 2021, durante a pandemia. Kim Min-chae (Choi Myung-bin), uma adolescente de quinze anos frustrada com o balé e com a mãe ausente, foge para a casa da avó. Lá, entre caixas empoeiradas e memórias arquivadas, ela encontra o diário esquecido da mãe — Na Hee-do (Kim Tae-ri).

E assim, página por página, descobrimos uma versão de Hee-do que Min-chae nunca conheceu: uma garota de dezoito anos apaixonada por esgrima, teimosa até o absurdo, brilhante nos momentos de vitória e devastadora nos de derrota. Uma jovem vivendo em 1998, durante a brutal crise financeira asiática (a crise do FMI) que destruiu famílias, dissolveu sonhos e forçou uma geração inteira a crescer rápido demais.

A escolha de contar a história através do diário não é apenas recurso narrativo — é comentário profundo sobre memória, perspectiva e o abismo entre quem éramos e quem nos tornamos. Min-chae lê sobre uma mãe que ela não reconhece: impetuosa, vulnerável, completamente aberta ao mundo. E nós, como espectadores, ficamos presos nesse espaço liminar entre passado luminoso e presente misterioso, sempre sabendo que algo mudou, que alguém ficou para trás.

Na Hee-do: O Retrato Mais Honesto de Ambição Feminina

Se há algo que Twenty-Five Twenty-One acerta com precisão cirúrgica é o retrato de Na Hee-do como atleta, como mulher, como ser humano complexo demais para caber em estereótipos. Kim Tae-ri — que venceu o Baeksang Arts Award de Melhor Atriz por esta performance — entrega atuação que oscila entre comédia física impecável e profundidade emocional devastadora.

Hee-do não é a protagonista fofa e desajeitada que tropeça em coisas. Ela é competitiva até o ponto da crueldade, ambiciosa de forma que assusta pessoas ao redor, obcecada com vencer de maneira que beira o irracional. Ela idolatra Ko Yu-rim (Kim Ji-yeon/Bona) — a esgrimista prodígio — com intensidade que transita entre admiração e obsessão. Quando sua escola dissolve o time de esgrima devido à crise financeira, Hee-do não aceita. Ela não desiste. Ela se transfere para a escola de Yu-rim, forçando confronto direto com sua ídola.

E aqui está o brilhantismo: o drama nunca pune Hee-do por sua ambição. Nunca sugere que ela deveria ser menos, querer menos, sonhar menos. Ele mostra, sem filtros, o que custa ser mulher atleta em sociedade que valoriza mais sua “feminilidade” do que suas medalhas. Mostra o isolamento de ser tão boa que assusta. Mostra a solidão de ter mãe ausente (a âncora de noticiário Shin Jae-kyung, interpretada por Seo Jae-hee) que escolheu carreira em detrimento de presença materna.

Mas também mostra a glória. Os momentos em que Hee-do está na pista, máscara abaixada, espada em riste, e o mundo inteiro desaparece exceto ela e o oponente. Kim Tae-ri — que treinou esgrima extensivamente para o papel — traz autenticidade física que transcende atuação. Cada movimento é preciso, cada vitória é visceralmente satisfatória, cada derrota corta fundo.

Baek Yi-jin: Quando Sobreviver É o Único Sonho que Resta

E então há Baek Yi-jin (Nam Joo-hyuk), o contraponto perfeito para a intensidade de Hee-do. Quando o conhecemos, Yi-jin tem vinte e dois anos e carrega peso do mundo nos ombros. Sua família — outrora rica e poderosa — foi destruída pela crise do FMI. Literalmente da noite para o dia, eles passaram de “riqueza para trapos”. O pai desapareceu, perseguido por cobradores de dívidas. A família se separou. Yi-jin, o filho mais velho, assumiu responsabilidade de manter todos vivos.

Ele trabalha em três empregos simultâneos: entrega jornais de madrugada, atende loja de conveniência à tarde, serve mesas à noite. Dorme quatro horas por dia. Abandonou universidade, abandonou sonhos, abandonou tudo exceto sobrevivência básica. E o mais devastador: ele perdeu o sorriso. Yi-jin não ri mais. Não se permite momentos de leveza. Ele existe em modo de sobrevivência perpétua, e Nam Joo-hyuk — em performance que revelou camadas de talento que trabalhos anteriores apenas sugeriram — retrata essa exaustão emocional com sutileza que parte o coração.

Quando Yi-jin conhece Hee-do, ele tem vinte e dois e ela tem dezoito. Inicialmente, não há romance — há reconhecimento. Ele vê nela a determinação inabalável que ele próprio teve que abandonar. Ela vê nele a bondade que persiste mesmo quando o mundo é cruel. Eles se tornam amigos primeiro, âncoras emocionais um para o outro. Yi-jin ensina Hee-do que perder não significa fracassar. Hee-do ensina Yi-jin que ainda é permitido sonhar.

E gradualmente, inevitavelmente, eles se apaixonam. Aos vinte e cinco e vinte e um — os números que dão título ao drama — eles dizem “eu te amo” pela primeira vez. E é lindo. E é perfeito. E todos nós, assistindo, sabemos que não vai durar, porque Min-chae existe e seu sobrenome é Kim, não Baek.

Os Cinco Magníficos: Amizade como Salvação

Mas reduzir Twenty-Five Twenty-One ao romance BaekDo (como os fãs carinhosamente chamam o casal) é ignorar uma das maiores forças do drama: o retrato da amizade como forma de salvação.

Ko Yu-rim (Bona) começa como rival de Hee-do, mas gradualmente se revela como garota desesperadamente pobre lutando para sustentar família através da esgrima. Cada medalha significa prêmio em dinheiro. Cada vitória significa mais um mês de comida na mesa. A pressão é insuportável, e Bona — em revelação dramática que surpreendeu muitos — entrega performance multidimensional que transforma Yu-rim de antagonista em uma das personagens mais complexas do elenco.

Moon Ji-woong (Choi Hyun-wook), o garoto mais popular da escola, esconde vulnerabilidade atrás de sorrisos perfeitos. Ele é o filho do diretor, vivendo sob peso de expectativas que não pediu para carregar. Sua paixão é fotografia — capturar momentos honestos em mundo que exige performances constantes.

Ji Seung-wan (Lee Joo-myung) é a presidente de classe com programa de rádio anônimo onde aconselha estudantes sobre problemas que ela mesma enfrenta. Ela é a voz da razão no grupo, mas também a mais frágil emocionalmente, carregando traumas familiares que só gradualmente são revelados.

Esses cinco jovens — inicialmente unidos apenas por frequentarem a mesma escola — se tornam família escolhida. Eles se encontram no terraço da escola durante intervalos, dividem ramen instantâneo (porque nenhum deles tem dinheiro para comida de verdade), brigam, fazem as pazes, choram nos ombros uns dos outros. Eles crescem juntos durante os anos mais formativos de suas vidas.

E o drama honra essas amizades com mesmo peso emocional dado ao romance. As cenas do grupo todo reunido — rindo histericamente sobre algo bobo, ou consolando alguém após derrota devastadora — são tão impactantes quanto os momentos românticos entre Hee-do e Yi-jin. Porque Twenty-Five Twenty-One entende algo fundamental: na juventude, amigos são família. São espelhos onde nos vemos claramente pela primeira vez. São testemunhas de quem éramos antes do mundo nos ensinar a usar máscaras.

Estética Nostálgica: Quando o Visual Conta a História

A direção de Jung Ji-hyun merece análise própria. Este não é apenas drama bem filmado — é estudo de caso sobre como cinematografia pode amplificar emoção sem se tornar manipulativa.

A escolha de ambientar a história em 1998 permitiu exploração visual de nostalgia. Os figurinos — cardigãs oversized, jeans largos, scrunchies coloridos — não são apenas precisos historicamente; eles evocam sensação visceral de final dos anos 90. As locações filmadas em Jeonju (incluindo a icônica Jeonju Hanok Village) criam atmosfera de cidade secundária onde todos se conhecem, onde fofocas se espalham rápido, onde é impossível se esconder.

Mas é na paleta de cores que o drama realmente brilha. As cenas de juventude — 1998 a 2001 — são filmadas em tons quentes: dourados, laranjas, vermelhos suaves. Há qualidade onírica, quase mágica, como se a câmera estivesse filmando através da lente da memória idealizada. Quando Hee-do e Yi-jin estão juntos, a luz parece literalmente mais brilhante. Os momentos de vitória na pista de esgrima explodem em cores vibrantes. A juventude é apresentada como período de intensidade cromática.

Em contraste, as cenas de 2021 — quando Min-chae lê o diário — são filmadas em tons frios: azuis, cinzas, brancos estéreis. O apartamento de Hee-do adulta é minimalista até o ponto da esterilidade. A diferença visual não é sutil; é proposital comentário sobre como a vida adulta frequentemente esmaga a vitalidade da juventude.

E então há as cenas de esgrima — filmadas com dinamismo cinematográfico que rivaliza filmes de ação. A câmera segue os movimentos com fluidez, captura a tensão nos músculos, o suor nos rostos, o momento exato em que a lâmina toca o alvo. Essas sequências são coreografadas meticulosamente, e você sente cada vitória, cada derrota no seu próprio corpo.

A Trilha Sonora que Virou Hino Geracional

Falar de Twenty-Five Twenty-One sem mencionar a OST é como descrever pôr do sol sem falar das cores. A trilha sonora — que vendeu mais de 35.000 cópias e alcançou o 7º lugar no Gaon Album Chart — se tornou fenômeno próprio.

Starlight” (interpretada por Taeil do NCT) é a faixa que define o drama: melancólica mas esperançosa, sobre ser luz na escuridão de alguém. “Full Bloom” captura a efervescência do primeiro amor. “Rainbow” fala sobre superar tempestades. Cada música foi cuidadosamente posicionada em momentos-chave, amplificando emoções sem se tornar invasiva.

Mas é “Stardust Love Song” (interpretada por Ji Soo) que destrói completamente. Tocada durante cenas cruciais de BaekDo, a música fala sobre amores que brilham intensamente mas brevemente — como estrelas cadentes que iluminam o céu por segundos antes de desaparecer. A letra é devastadora: “Mesmo que não possamos estar juntos, você será sempre minha pessoa especial.”

O elenco principal — Kim Tae-ri, Nam Joo-hyuk, Bona, Choi Hyun-wook e Lee Joo-myung — mais tarde doou todos os lucros da OST (50 milhões de wons) para vítimas das enchentes de 2022, adicionando camada comovente de generosidade real ao legado ficcional do drama.

O Final que Dividiu uma Nação (e o Mundo)

E então chegamos ao elefante na sala — o final. Twenty-Five Twenty-One terminou em abril de 2022 e três anos depois, fãs ainda estão processando, debatendo, escrevendo meta-análises tentando entender e aceitar como a história concluiu.

Porque Hee-do e Yi-jin não ficam juntos.

Eles se separam. Em briga feia, cheia de palavras cruéis arremessadas como armas porque ambos estão exaustos demais para lutar de forma justa. Yi-jin está obcecado com carreira jornalística emergente, constantemente viajando, raramente disponível. Hee-do está focada em chegar às Olimpíadas, treinando incansavelmente, igualmente indisponível. Eles começam a se ressentir um do outro. E em uma noite, tudo explode.

Eles se separam. Yi-jin encontra o diário de Hee-do (o mesmo que Min-chae lê anos depois) mas não o devolve diretamente. Em vez disso, ele o deixa com dono de loja de quadrinhos com instruções para entregá-lo a ela. O dono esquece. O diário fica guardado por anos até Min-chae o encontrar.

No episódio final, vemos Hee-do adulta, bem-sucedida, medalhista olímpica, mãe de Min-chae. E ela está casada — mas não com Yi-jin. O marido nunca é mostrado na tela, seu rosto deliberadamente escondido, seu nome propositalmente omitido. Tudo que sabemos é que o sobrenome de Min-chae é Kim, não Baek.

Em 2009, anos após o término, Yi-jin — agora repórter esportivo — entrevista Hee-do após ela ganhar ouro em competição internacional. É cena devastadora de profissionalismo forçado. Eles se cumprimentam formalmente. Ele a congratula pelo casamento recente. Ela agradece educadamente. E você pode ver — na forma como seus olhos se encontram por meio segundo a mais, na pausa quase imperceptível antes dele sorrir — que eles ainda sentem algo. Mas é tarde demais. A vida os levou para direções diferentes.

A internet explodiu. Fãs criaram teorias elaboradas tentando provar que Yi-jin era, secretamente, o pai de Min-chae. Analisaram cada frame buscando pistas. Aumentaram volume de cenas procurando easter eggs sonoros. Desenharam diagramas de linha do tempo tentando fazer os números funcionarem. Uma cena deletada foi descoberta — mostrando Min-chae pequena com seu pai (que não era Yi-jin), cena que foi cortada da versão final.

As críticas foram severas. “A escritora traiu os fãs.” “Oito semanas de investimento emocional para isso?” “Por que fazer a gente se apaixonar por BaekDo se eles não ficariam juntos?”

Mas aqui está a verdade complicada que Twenty-Five Twenty-One ousa dizer: nem todo amor dura para sempre, e isso não significa que não foi real ou importante.

Por Que o Final Funciona (Mesmo Machucando)

Com três anos de distância e perspectiva, o final de Twenty-Five Twenty-One revela-se não como traição, mas como honestidade brutal sobre como a vida realmente funciona.

Hee-do e Yi-jin se amaram profundamente quando tinham vinte e um e vinte e cinco. Esse amor foi real, transformador, essencial para quem eles se tornaram. Mas eles eram jovens. Ambos extremamente ambiciosos. Ambos carregando traumas não resolvidos. Ambos priorizando carreiras em detrimento de relacionamento.

O drama nunca vilifica nenhum dos dois por isso. Não sugere que Hee-do deveria ter abandonado sonho olímpico pelo namorado. Não implica que Yi-jin deveria ter recusado promoções para ficar perto dela. Ele simplesmente mostra — sem julgamento — que às vezes, duas pessoas maravilhosas que se amam genuinamente não conseguem fazer funcionar porque seus caminhos levam para direções diferentes.

E isso dói. Deveria doer. Porque é perda real. Mas também é crescimento.

O momento mais devastador (e brilhante) do final é quando Hee-do adulta, após ler as palavras que Yi-jin escreveu no diário anos atrás, volta ao local onde eles terminaram. Ela fica lá sozinha, relembrando. E em vez de reviver a briga real — as palavras cruéis, os insultos — ela imagina versão alternativa. Imagina o que teria acontecido se eles tivessem dito as coisas bonitas que escreveram nos diários em vez das coisas feias que gritaram na raiva.

É cena de fechamento. Hee-do não está lamentando; ela está fazendo as pazes com o passado. Ela está reconhecendo que aquele amor foi lindo, mas pertence àquele período da vida dela. Ela cresceu. Ela seguiu em frente. E está tudo bem.

Min-chae, lendo o diário, finalmente entende a mãe. Entende que pais foram jovens uma vez, amaram antes de se casar, tiveram vidas complexas antes de se tornarem “apenas” pais. É ponte geracional que permite compreensão e empatia.

O Legado de uma Geração Refletida na Tela

Twenty-Five Twenty-One ressoou tão profundamente porque capturou algo universal sobre ser jovem durante crise. A crise do FMI de 1997-1998 devastou Coreia do Sul, mas a experiência de ter sonhos destruídos por forças econômicas fora de controle é tristemente universal. Gerações ao redor do mundo — que viveram 2008, ou Covid-19, ou qualquer das inúmeras recessões que pontuam história moderna — reconheceram suas próprias lutas nas de Hee-do, Yi-jin e amigos.

O drama se tornou um dos mais bem avaliados da história da TV a cabo coreana. Ficou no Top 10 Global da Netflix por dez semanas consecutivas. Kim Tae-ri venceu Baeksang e foi declarada “Primeiro Amor da Nação” — título que antes pertencia a Suzy. Jungkook do BTS e o ator Gong Yoo publicamente recomendaram o drama. O Ministério da Cultura, Esportes e Turismo da Coreia do Sul criou pacotes turísticos visitando locações de filmagem.

Mas mais importante que estatísticas: o drama iniciou conversas. Sobre primeiros amores. Sobre ambição feminina. Sobre o custo de sonhos. Sobre como amizades moldam quem nos tornamos. Sobre o fato de que você pode fazer tudo certo e ainda não ter final feliz — e isso não significa que a jornada não valeu a pena.

Por Que Você Deveria Assistir (Mesmo Sabendo que Vai Chorar)

Se você está lendo esta resenha decidindo se deve ou não assistir Twenty-Five Twenty-One, aqui está minha resposta honesta: sim, você deveria. Mas vá preparado.

Prepare-se para se apaixonar por cinco jovens imperfeitos lutando contra mundo que parece determinado a esmagar seus sonhos. Prepare-se para torcer por atleta teimosa demais para desistir. Prepare-se para chorar com garoto exausto reaprendendo a sorrir. Prepare-se para sentir nostalgia de juventude que talvez você nunca tenha vivido — porque o drama captura essência universal de ser jovem de forma tão autêntica que transcende experiências específicas.

Prepare-se também para final que não entrega satisfação fácil de happy ending convencional. Mas se você permitir que o drama faça o que ele pretende — que é mostrar que alguns amores são perfeitos precisamente porque terminam, porque existiram exatamente quando precisávamos deles — então você pode encontrar tipo diferente de satisfação. A satisfação da verdade bem contada, mesmo quando essa verdade dói.

Twenty-Five Twenty-One não é dorama sobre final feliz. É dorama sobre juventude feliz, amor feliz, amizade feliz — e sobre como essas coisas, mesmo quando não duram, nos transformam permanentemente de formas belas.

Reflexões Finais: Sobre Primeiros Amores e Últimas Despedidas

Há frase que Ji Seung-wan diz no meio do drama que resume tudo perfeitamente: “A juventude é maravilhosa porque você não sabe que ela vai acabar.”

Twenty-Five Twenty-One é carta de amor para aquele período da vida quando tudo parece simultaneamente urgente e eterno. Quando amizades parecem laços inquebráveis. Quando o primeiro amor parece ser o único amor. Quando sonhos brilham tão intensamente que ofuscam tudo mais. Quando você não consegue imaginar versão de si mesmo que seja diferente de quem você é agora.

E então a vida acontece. Você cresce. Prioridades mudam. Pessoas que juraram estar sempre ao seu lado seguem caminhos diferentes. O amor que parecia destinado se revela temporário. E você se torna pessoa que aquela versão jovem de você mal reconheceria.

Mas as pessoas que estiveram com você naqueles anos formativos? Elas te moldaram. Os amores que não duraram? Eles te ensinaram. Os sonhos que perseguiu com paixão cega? Eles te definiram, mesmo quando você teve que abandoná-los.

Kim Tae-ri, em entrevista após o drama terminar, disse algo lindo: “Hee-do foi o personagem mais feliz que já interpretei. Porque ela amou sem reservas, sonhou sem medo, e viveu cada momento completamente.”

Talvez seja isso que Twenty-Five Twenty-One realmente é: lembrança de que felicidade não está em fazer amor durar para sempre, mas em ter amado completamente enquanto durou. Não está em alcançar todos os sonhos, mas em ter sido corajoso o suficiente para sonhar. Não está em manter amigos para sempre, mas em ter sido vulnerável o suficiente para deixá-los entrar.

Aos vinte e cinco e vinte e um, Hee-do e Yi-jin se amaram. E aquele amor — mesmo terminando — foi real, foi lindo, foi essencial. Foi exatamente o que precisavam ser naquele momento de suas vidas.

E talvez, apenas talvez, seja suficiente.

Informações Técnicas de Twenty-Five Twenty-One

InformaçãoDetalhes
Título Original스물다섯 스물하나 (Seumuldaseos Seumulhana)
Título em InglêsTwenty-Five Twenty-One
Ano de Lançamento2022
GêneroComing of Age, Romance, Drama, Esportes
Episódios16 episódios
Duração75 minutos por episódio
Onde AssistirNetflix
Elenco PrincipalKim Tae-ri (Na Hee-do)<br>Nam Joo-hyuk (Baek Yi-jin)<br>Kim Ji-yeon/Bona (Ko Yu-rim)<br>Choi Hyun-wook (Moon Ji-woong)<br>Lee Joo-myung (Ji Seung-wan)<br>Choi Myung-bin (Kim Min-chae)
Elenco de ApoioSeo Jae-hee (Shin Jae-kyung)<br>Lee Joo-young (Park Hye-jin)<br>Yang Hye-ji (Yang Chan-mi)
DireçãoJung Ji-hyun
RoteiroKwon Do-eun
Emissora OriginaltvN
Período de Exibição12 de fevereiro – 3 de abril de 2022
HorárioSábados e domingos, 21:10 KST
Classificação13+
PrêmiosBaeksang Arts Award 2022 – Melhor Atriz (Kim Tae-ri)<br>APAN Star Awards 2022 – Best Drama<br>Asian Academy Creative Awards 2022 – Múltiplas categorias
Audiência Média11,4% (recorde para tvN em 2022)

Esta resenha foi escrita três anos após o final de Twenty-Five Twenty-One — tempo suficiente para processar, mas não para esquecer. Porque alguns doramas não nos deixam ir, mesmo quando deveríamos. Assim como alguns primeiros amores.

💜 Texto original produzido para o blog “Meu Próximo Dorama” — onde a gente vive, sente e respira histórias que tocam o coração. 💫

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